O Capibaribe é o espelho da cidade — e o reflexo incomoda
O Recife é a cidade das águas. São rios, canais e pontes por todo lado — daí o apelido de “Veneza brasileira”. Mas basta olhar o Capibaribe de perto para perceber que a relação da cidade com suas águas é, na melhor das hipóteses, complicada.
Um hábito que virou paisagem
Garrafas PET, sacolas e resíduos boiando: cenas assim se tornaram tão comuns que quase não são mais notadas. E é justamente esse “não notar” o problema mais grave. Quando o descuido vira paisagem, a gente para de cobrar mudança.
Nem tudo é culpa individual
Seria injusto jogar a conta só no morador. Falta saneamento em muitos pontos, a coleta não chega igual em todo canto e a educação ambiental ainda é tratada como tema secundário. Mudança real exige políticas públicas — mas também exige que a população reencontre o orgulho pelas próprias águas.
O contraponto que dá esperança
Há iniciativas bonitas acontecendo: projetos de requalificação das margens, coletivos de limpeza, arte urbana que devolve o rio ao imaginário afetivo da cidade. O Manguetown vai acompanhar essas iniciativas de perto — porque falar de hábito ruim só faz sentido se a gente também mostrar o caminho do hábito bom.
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